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AIR
DOCTOR COATER:
O mesmo que “air knife coater”.
ÄIR
KNIFE COATER:
Também conhecido como “air doctor coater”, é o dispositivo usado
para revestimento do papel , cujo nome literalmente significa faca ou lâmina
de ar. Consiste essencialmente de um rolo aplicador que retira tinta de
uma calha, transferindo-a para o papel. A rotação deste rolo pode ser
normalmente invertida e variada. Ao sair do rolo aplicador , o papel
abraça pelo lado oposto à tinta, um rolo suporte, contra o qual está
colocado o dispositivo de soprar o ar em toda a largura da folha. O jato
de ar espalha tinta e tira o excesso que cai novamente na calha. Como
geralmente o teor de sólidos é baixo, em torno de 35 a 40% e o peso de
tinta aplicada é alto, em torno de 25 g/mª, segue-se um túnel de
secagem por ar quente. As máquinas de revestimento por este processo
atinge hoje, velocidades da ordem de 300 metros por minuto.
APARELHO
SCHOPPER-RIEGLER: É
o aparelho usado para medir o grau de refinação ou desaguamento da
massa, neste caso chamado de Grau Schopper-Riegled (0 SR).
APLICADORES
DE ESCOVAS: É o nome dos dispositivos de aplicação
de revestimento do papel que constam essencialmente de um rolo aplicador
que retira a tinta de uma calha, transferindo-a para o papel. Em seguida
a tinta é espalhada e uniformizada por uma ou mais escovas rotativas,
às vezes oscilantes. É um processo rudimentar que está caindo em
desuso, sendo usado hoje, apenas em pequenas instalações de baixa
produção em tipos de revestimentos especiais.
BAILARINO:
Ver rolo bailarino.
BARRA
MEDIDORA: Também muito conhecida em nosso país nas
formas originais “metering rod”e “metering bar”, é o
dispositivo usado para revestir papel e cartão, geralmente na máquina
de papel, que consiste essencialmente de um rolo aplicador, que
apanha a tinta de uma calha, transferindo-a para o papel. A rotação do
rolo pode ser invertida e variada em relação ao papel. O excesso da
tinta aplicada é raspado pela barra medidora, que nada mais é que um
vergalhão de aço de pequeno diâmetro, cromado, cuja rotação também
pode ser invertida ou variada. O excesso da tinta cai novamente na
calha. Quando a cobertura aplicada é leve, a barra é lisa. Quando se
deseja aplicar maior peso, emprega-se barras com fios finos de aço
inoxidável enrolados em toda a extensão. Permite aplicar coberturas
que vão normalmente de 5 a 15 gramas por metro quadrado, com um teor de
sólidos de 50%, em velocidade de máquina que às vezes ultrapassam os
100 metros por minuto.
BATERIA
DE SECADORES: É o conjunto de cilindros secadores
da máquina de papel, normalmente dispostos em duas camadas, divididos
em grupos de secagem, com acionamento independente, cada grupo com um ou
mais cilindros seca-feltros superiores e inferiores, completos com
engrenagens de acionamento, rolos-guia-feltros e guia-papel ,
esticadores, reguladores, raspas, etc.
BLADE
COATER: É o
dispositivo usado para revestimento do papel , cujo nome literalmente
significa aplicador de revestimento por lâmina, e que consiste em
distribuir e raspar o excesso da tinta aplicada por um rolo ou outro
sistema sobre o papel, com uma lâmina de aço flexível de alta precisão.
Este processo, ainda inédito no país, trabalha com teores de sólidos
em torno de 60%, aplicando em torno de 15 g/m ª, em velocidades que vão
até 1.000 metros por minuto.
BLOW-TANK:
Ver tanque de descarga.
CAIXA
DE ENTRADA:
É uma caixa de construção hidrodinâmica especial, que controla e
distribui continuamente o fluxo de alimentação de massa diluída em
toda a largura da mesa plana da máquina de papel. Todas as partes em
contato com a massa são construídas em material não corrosivo,
arredondados e polidos para evitar aderência da massa, formando depósitos
de sujeira. As velocidades de fluxo da massa são calculadas para não
permitir a sedimentação da mesma em nenhum ponto. Em alguns casos
usam-se rolos distribuidores para manter as fibras em suspensão. A saída
de massa sobre a tela é feita entre os lábios inferior fixo e superior
móvel. Este último é provido de parafusos em intervalos pequenos, que
permitem regular a abertura e, conseqüentemente, a espessura em toda a
largura da folha de papel. Em alguns casos a parede frontal com o lábio
superior podem ser movimentados, para permitir a regulagem do ângulo de
incidência do jato de massa sobre a tela. Conforme a velocidade da máquina
, regula-se a velocidade de saída da massa, variando-se a altura
hidrostática de líquido no interior da caixa. Nas máquinas modernas
de alta velocidade as caixas são fechadas, o nível é constante, e
aplica-se pressão ou vácuo para regulagem desta altura hidrostática.
CAIXAS
DE SUCÇÃO:
São as caixas colocadas na parte superior final da mesa plana da máquina
de papel, em toda sua largura, construídas em ferro fundido ou ,
modernamente, em aço inoxidável, com uma tampa perfurada ou construída
em tiras, de madeira, laminado fenólico ou plástico de alto peso
molecular, onde é aplicado vácuo para desaguar a folha que se formou
sobre a tela. Seu número é variável, sendo o usual de quatro a oito.
É o ponto de maior atrito e portanto, de maior desgaste da tela.
CAIXAS
DE VAPOR:
Equipamentos utilizados para aumentar a drenagem da folha de papel, também
como elemento de correção do perfil de umidade.
CAIXAS
DE VACUO:
Ver caixas de sucção
CALANDRA:
Conjunto de rolos superpostos, entre os quais o papel passa para receber
um acabamento, tal como, alisado, acetinado, etc. Sobre os rolos existe
um dispositivo aplicador de pressão. Estão descritas à parte, a lisa
ou calandra da máquina de papel, a super-calandra e a calandra
gravadora.
CALANDRAGEM:
Ato de passar o papel em uma calandra ou super - calandra.
CALDEIRA
DE RECUPERAÇÃO:
É a caldeira com um forno de tipo especial para queimar a lixívia
preta concentrada, obtida após o cozimento nos processos que permitem
tal operação. Três fatores importantes acontecem na caldeira de
recuperação: a água restante na lixívia é evaporada, o material sólido
é decomposto em carbono, sais inorgânicos e gases voláteis, que são
queimados, e o carbono é queimado na presença do ar. No processo
sulfato, por exemplo, a maior parte da soda na lixívia é convertida em
carbonato de sódio, por causa do excesso de dióxido de carbono,
presente durante a queima. A lixívia extraída do forno da caldeira é
denominada lixívia verde. Como sub-produto da queima , gera-se vapor na
caldeira, que é aproveitado no processo. Existem vários fornos
rudimentares, onde se procura, reduzindo o investimento da instalação
recuperar os produtos químicos economicamente, sem aproveitamento do
vapor. Os gases que saem da caldeira arrastam partículas sólidas que são
captadas nos venturis ou nos precipitadores eletrostáticos. (Ver
sistema de recuperação).
CAMPEÃO:
Amostra retirada periodicamente do papel que está sendo fabricado,
geralmente na enroladeira da máquina, para exame e ensaios de
qualidade.
CANTILEVER:
Tipo de mesa plana que é totalmente suportado por vigas transversais,
podendo ficar em balanço do lado do acionamento, para permitir a colocação
rápida da tela que foi previamente montada em uma armação apropriada,
do lado do condutor.
CILINDRO
SECA-FELTRO:
É o cilindro secador usado para secar os feltros na máquina de papel.
CILINDRO
SECADOR:
É um cilindro de ferro fundido ou chapa de aço, de parede grossa,
usado nas máquinas de papel, próprio para receber vapor com pressão e
com a superfície externa polida, com a qual o papel entra em contato,
pressionado ou não por um feltro secador. Em uma das tampas laterais,
geralmente do lado do acionamento, existe através do eixo uma entrada
para o vapor e uma saída para o condensado, vedada por uma união
rotativa. O condensado é retirado do secador normalmente por meio de um
pescador ou sifão. O diâmetro externo dos cilindros secadores mais
usados são de um metro a um metro e meio.
CILINDRO
SECADOR ACABADOR:
É o cilindro secador empregado em algumas máquinas, logo após o
cilindro secador monolúcido.
CILINDRO
RESFRIADOR:
São os cilindros colocados em número de um ou dois, no final da
bateria de secadores, com água circulando em seu interior, com o
objetivo de resfriar o papel depois de seco. Normalmente são revestidos
de cobre ou cromo duro.
CLARIFICADOR:
Tipo de decantador usado nos sistemas de caustificação, onde a lama de
cal é retirada da lixívia branca, antes desta ser dada como pronta
para sua reutilização no cozimento, nos processos alcalinos. A lixívia
verde também é clarificada para a retirada de impurezas, nocivas
principalmente quando a celulose é branqueada.
COIFA
DE VENTILAÇÃO:
(ou capota de ventilação), é a cobertura em toda ou em parte da
bateria de secadores da máquina de papel, provida de exaustores e dutos
com o objetivo de captar o ar saturado de umidade que é evaporado do
papel nos secadores eliminando-o para fora do prédio. Algumas vezes,
parte deste ar é recirculado e insuflado novamente depois de aquecido e
misturado com ar fresco. Em nosso país, geralmente, as coifas são
construídas de chapas de alumínio, revestidas ou não de material
isolante, tal como fibra de vidro, ou construídas em placas de
fibrocimento.
CONDENSADO:
É
o vapor condensado e retirado dos secadores, que é bombeado novamente
para água de alimentação das caldeiras.
CONDICIONADOR
DO FELTRO:
É o nome genérico que se dá aos dispositivos usados nas prensas úmidas
para manter os feltros limpos. Os
tipos mais usados são as prensas lava-feltros, precedidas de chuveiros,
podendo às vezes ter um dos rolos de sucção , e os lavadores a vácuo,
que consistem de um tubo onde de aplica vácuo. No sentido longitudinal
possuem um rasgo de abertura regulável nas duas extremidades, de acordo
com o formato da folha de papel. As beiras do rasgo que entram em
contato com o feltro são revestidas por tiras de bronze, madeira ,
laminados, de resina fenólica ou plástico de alto peso molecular. Em
alguns casos o rasgo é coberto em toda sua extensão por meio de uma
tampa perfurada feita dos mesmos materiais citados. Outro tipo muito
usado emprega uma ou mais sapatas que,
oscilam alternadamente em toda a largura do feltro. Na parte posterior
da sapata injeta-se água quente, e na parte posterior aplica-se vácuo.
As sapatas são revestidas dos mesmos materiais citados.
CONSISTÊNCIA:
Referente
à massa, é a percentagem de material sólido seco absoluto contido na
massa. Alguns referem-se à consistência como concentração. É
determinada secando-se uma amostra de peso conhecido até o peso
constante, e dividindo este peso pelo peso da amostra, depois
multiplicando por 100 para obter a consistência em percentagem.
CORDAS:
São as cordas de sisal, algodão, nylon, ou algodão reforçado com
nylon, usadas no sistema de cordas para passagem da ponta na máquina de
papel.
CORTADEIRAS:
Máquina
usada para cortar os rolos de papel, bobinas ou bobinões, em folhas.
Geralmente corta vários rolos de uma só vez, totalizando um certo número
de gramas por metro quadrado, que é o seu limite de corte. No sentido
longitudinal, as folhas são cortadas por pequenas facas rotativas, em número
variável, dispostas de acordo com os formatos que se deseja. Sempre são
cortados refilos laterais. No sentido transversal, as folhas são
cortadas por um ou dois facões. No primeiro caso , diz-se que a
cortadeira é simplex, permitindo apenas um corte transversal. No
segundo caso, é chamada duplex, permitindo simultaneamente cortar parte
do papel em um formato e parte em outro.
COZIMENTO:
Operação que se faz com , os materiais celulósicos fibrosos, tais
como madeiras, fibras têxteis e resíduos agrícolas, tratando-os com
produtos químicas apropriados, geralmente com auxílio de pressão e
temperatura, com o objetivo específico de remover , grande parte dos
materiais não celulósicos, principalmente lignina, e produzir uma
celulose adequada à sua utilização normal. (Ver processos de obtenção
de celulose).
COZINHADOR:
Digestor ou autoclave, são aparelhos apropriados para o cozimento da
celulose, onde se coloca o material a ser cozido, e os produtos químicos
aplicando, -pressão e temperatura. Podem ser de aquecimento direto ou
indireto, e estacionários ou rotativos. Modernamente estão sendo muito
empregados os cozinhadores contínuos.
CREPADO:
É
o acabamento que se dá ao papel, quando este adere a um cilindro
secador, e ao entrar em contato com uma raspa especialmente colocada na
saída, é descolado do secador naturalmente, sem tensão e arrancamento,
formando uma série de pequenas ondas. É muito usado em papéis higiênicos,
e alguns tipos de embalagem, aumenta a elasticidade do papel evitando
que o mesmo se rompa facilmente, mesmo quando umedecido. A operação
pode ser feita diretamente na máquina de papel ou fora dela.
DEFLAKER:
O mesmo que refinador de refugo.
DELAMINAÇÃO:
Defeito que aparece nos cartões ou papelão fabricados com duas ou várias
camadas, que consiste na separação das camadas durante a utilização.
Pode ser ocasionada por causas diversas entre elas heterogeneidade
demasiada entre os materiais que constituem
as camadas, diferença de espessura nas folha, secador irregular,
etc.
DENSIDADE:
Aplicada em terminologia de papel , significa a relação entre a
gramatura e a espessura da folha de papel.
DEPURAÇÃO:
Fase do processo de fabricação da celulose, entre a lavagem e o
branqueamento, onde as impurezas tais como palitos são separadas da
celulose nos depuradores, geralmente rotativos, e areia, separadas em
separadores centrífugos. 2) É o nome da operação que consiste em
fazer a massa diluída atravessar um depurador, para eliminação de
aglomerados de fibras ou impurezas das matérias primas e das diversas
fases do processo de fabricação. Imediatamente antes da caixa de
entrada da máquina de papel, sempre é feita uma depuração.
Dependendo da matéria prima empregada, também é feita em outras seções
da preparação de massa, especialmente quando são empregadas aparas
sujas.
DEPURADOR
ROTATIVO:
Tipo de depurador que consiste essencialmente de uma peneira cilíndrica
horizontal rotativa, instalado para a depuração dos palitos da
celulose. Em alguns tipos a massa entra por fora da peneira, saindo pelo
centro, em outros tipos, ao contrário. Alguns são providos de vibração
além da rotação. É um
tipo de depurador antiquado, que consiste essencialmente de um cilindro
horizontal rotativo, construído de material não corrosivo, tendo
geralmente fendas ou rasgos em todo seu corpo. Este é montado em uma
caixa, geralmente de madeira, revestida ou não de material não
corrosivo, e é acionado por um mecanismo de rotação e vibração
lenta. Em alguns tipos a massa passa de dentro para fora, em outros , ao
inverso, porém, sempre por gravidade. Eram utilizados imediatamente
antes da máquina de papel, estando hoje sendo substituídos pelos
depuradores verticais pressurizados.
DEPURADOR
VERTICAL:
É o tipo de depurador modernamente usado, que consta essencialmente de
um corpo vertical, de chapa ou ferro fundido, revestido ou não de
material não corrosivo, tendo em seu interior uma peneira vertical
perfurada, fixa. No centro, giram, presas em um eixo,
duas ou mais palhetas de formato hidrodinâmico colocadas bem próximas
da superfície interna na peneira. Estas palhetas provocam uma pulsação
na massa, obrigando-a a atravessar a peneira mantendo-a limpa. São
alimentados por bomba e instalados imediatamente antes da máquina de
papel. Os rejeitos são retirados de uma caixa lateral existente na
parte inferior de madeira intermitente, automática ou manual.
DESAGREGADOR:
Ou “pulper”, é a máquina usada no início do processo de fabricação
do papel, com a finalidade de desagregar a matéria prima fibrosa,
celulose, pasta mecânica ou aparas. Consiste essencialmente de uma cuba
ou tanque, circular ou de forma apropriada, afunilada no fundo, construído
de chapa ou concreto armado, tendo geralmente no fundo um rotor circular
com ranhuras ou pás, ou mesmo uma hélice. Em alguns casos o rotor é
instalado lateralmente, e pode também haver mais de um. É colocada água
dentro do tanque da máquina, e o material jogado aos poucos, vai sendo
desfibrado pelo rotor, formando uma suspensão de fibras em água,
normalmente de 4 a 7%. Em alguns casos os ingredientes necessários à
fabricação do papel, tais como cola, sulfato, caulim, anilinas, etc.,
são adicionados diretamente no desagregador, todos ou em parte. Hoje em
dia, tipos especiais são usados para desagregar aparas ou refugo (Ver
desagregador contínuo).
DESAGREGADOR
DE APARAS:
Ver desagregador contínuo.
DESAGREGADOR
CONTÍNUO:
É o tipo de desagregador, onde a massa pronta é extraída
continuamente por meio de bomba, fibroso também são adicionados de
forma contínua. Quase sempre são empregados para desagregar refugo ou
aparas. Neste último caso, trabalha em baixa concentração, tendo como
acessórios uma caixa lateral, colocada no fundo, para recolher
impurezas pesadas, tais como pedaços de ferro ou metal, e um extrator
para cordas e barbantes. A saída é protegida por uma chapa perfurada,
para evitar a saída de material não desfibrado.
DESAGREGADOR
DE REFUGO:
É o desagregador usado para desagregar o refugo da máquina. Geralmente
é um tipo de desagregador contínuo, e sua forma é retangular,
arredondada nos lados menores. Pode possuir um ou mais rotores,
geralmente laterais, ou um eixo passante onde estão presos diversos
jogos de hélices ou pás. É instalado quase sempre em baixo da lisa,
enroladeira e prensa de colagem da máquina de papel.
DESUPERAQUECEDOR:
Aparelho de esfriamento do vapor composto de um ou mais bicos
borrifadores de água geralmente baseado no principio Venturi.
DETINTAGEM
DO PAPEL (DEINKING) OU DESTINTAGEM:
É o nome que se dá a operação de recuperação do material fibroso
das aparas, removendo ou descobrindo a tinta , materiais constantes,
cargas minerais e outras impurezas que elas contenham. Em nosso país é
empregado em pequena escala.
DIGESTOR:
O mesmo que o cozinhador.
DISPERSANTE:
Material empregado para manter em suspensão as partículas de pigmento
na tinta de revestimento do papel.
ELONGAÇÃO:
É expressa em percentagem do comprimento da tira de papel no momento da
ruptura no ensaio de tração, em relação ao comprimento original da
tira. Geralmente os aparelhos que medem a tração, são equipados também
para medir a elongação.
ENCANOAMENTO:
Tendência do papel em folhas, em apresentar-se curvo, ao invés de
plano. Geralmente é provocado por tensões internas adquiridas na máquina
de papel, principalmente durante a secagem.
A curvatura se dá em torno de um eixo paralelo à direção de
fabricação da máquina.
ECONOMIZADOR:
Trocador de calor especial seja por contato direto ou indireto utilizado
para a recuperação de calor de refugo (ou residual) em caldeiras de
geração do vapor utilizado na secagem das máquinas de papel.
ENGROSSADOR
DE MASSA:
Ou recuperador de tambor, é a máquina usada como recuperador de
fibras, constando essencialmente de um tambor cilíndrico, construído
de uma armação geralmente de material corrosivo, tendo seu corpo
revestido de uma tela metálica
fina, normalmente tela usada da máquina de papel. Este tambor gira
dentro de uma caixa quase sempre com duas cabeceiras de ferro fundido ou
chapa, e corpo de madeira, ou em alguns casos, construída em alvenaria
e revestida de azulejos. A água de recuperação que é alimentada na
parte externa do tambor, ao atravessar a tela, forma um depósito de
fibras sobre a superfície da mesma, que passa a servir como camada
filtrante. Na parte superior do tambor é colocado um rolo de borracha,
fazendo-se ligeira pressão sobre o mesmo. A camada de fibras passa então
do tambor para o rolo continuamente, sendo retirada do último por uma
raspa, caindo em uma calha, de onde vai normalmente para o tanque de
mistura. Rotineiramente o trabalho do recuperador é intermitente,
funcionando automaticamente em função do nível na caixa
externa.
ENROLADEIRA:
Parte final da máquina de papel, onde este é enrolado. Os tipos mais
antigos de máquinas, de baixa velocidade, usam a enroladeira chamada de
fricção. Modernamente, é mais empregada a chamada de tensão
constante, ou tipo “Pope”.
ESPESSURA:
É a espessura do papel medida em um micrômetro de precisão adequada,
em condições determinadas de pressão, segundo método específico.
ESPUMA:
É a espuma proveniente do ar contido na massa, ocasionará manchas
claras, redondas, na distribuição da folha de papel, conhecidas como
bolhas de ar. Se o problema não é grave, elimina-se a formação desta
espuma na mesa, plana, colocando-se um chuveiro de vapor sobre a tela,
logo no início da mesma. Se o problema é mais grave, recorre-se aos
anti-espumantes, ou procura-se eliminar as causas diretas, que podem ser
várias.
ESTANGA:
Ou bucha, é o nome dado ao tubo de ferro, papelão ou madeira usado
para enrolar o papel na enroladeira da máquina de papel e nas máquinas
de acabamento.
ESTOURO:
Também chamado de Mullen do papel, é a medida da resistência do mesmo
à ruptura provocada pela pressão aplicada em uma das faces, em um
aparelho especial denominado Mullen, segundo método determinado. Em
nosso país, o resultado é expresso geralmente em quilos por centímetro
quadrado. (Ver norma “Resistência ao estouro (Mullen) do papel e
papelão”).
EVAPORAÇÃO:
Operação do sistema de recuperação , onde a lixívia negra oriunda
da lavagem da massa depois de cozida é concentrada para permitir sua
queima na caldeira de recuperação . É feita nos evaporadores de
efeito múltiplo. O licor final deve ter um teor de sólidos de 50 a 60
% para possibilitar uma boa queima. (Ver sistema de recuperação).
FABRICANTE
DE PAPEL:
É o nome que se dá ao técnico especializado em fabricação de papel.
FACAS
- são empregadas em vários pontos da fabricação de papel, celulose e
conversão , facas de aço especial , próprias para cada aplicação .
(Ver I Parte - picador: - II Parte - refinadores e holandesa,
cortadeira, rebobinadeira e guilhotina).
FELTRO
AGULHADO:
É o feltro úmido fabricado por uma técnica moderna, que permite a
filtragem de materiais compostos de fibras que não podem ser filtrados
naturalmente como a lã. Por
este meio fabricam-se hoje feltros úmidos com até 100% de fibras sintéticas.
FELTRO
LUSTRADOR:
Também chamado de loninha, é o feltro usado na prensa do cilindro
secador monolúcido.
FELTRO
MARCADOR:
É o feltro lustrador que apresenta listas no sentido longitudinal, para
marcar o papel na prensa do cilindro secador monolúcido. É usado em
alguns tipos de papel de embalagem.
FELTRO
PEGADOR:
É o feltro úmido empregado nas máquinas que utilizam sistema pegador
ou “pick-up”, para retirar a folha do rolo de sucção da tela para
a primeira prensa. Nas máquinas de forma, é o feltro úmido que retira
as várias camadas das formas redondas.
FELTRO
SECADOR:
Também chamado de lona, é o feltro de tecido contínuo ou não ,
empregado na máquina de papel, para pressionar o papel contra a superfície
dos cilindros secadores. Quando de lã , é fabricado sob forma tubular,
e quando de algodão , ou algodão amianto , e modernamente de plástico,
possui vários tipos de emendas denominadas emendas “clipper”.
FELTRO
ÚMIDO:
É o feltro de tecido contínuo, empregado na máquina de papel, para
suportar mecanicamente a folha úmida através das prensas da máquina,
servindo ao mesmo tempo durante a prensagem, de acolchoamento e meio
absorvente da água contida na folha. São fabricados sob a forma
tubular, para evitar emendas que marcariam a folha, feitos de lã de
alta qualidade, misturada com fibras sintéticas. Nas máquinas de alta
velocidade empregam-se modernamente os feltros agulhados.
FLASH-DRYING:
É o nome do processo desenvolvido modernamente para secar a celulose.
Esta depois de prensada mecanicamente até uma consistência de 45 a
50%, é desfibrada e atravessada por correntes de gases quentes em um ou
mais estágios, sendo finalmente prensada. A evaporação da água das
fibras é função da área exposta, temperatura diferencial entre o gás
e as fibras, velocidade do gás, pressão e coeficiente de transferência
de calor da película.
FLOTAÇÃO:
Processo de elevação de partículas existentes na água, por meio de
aeração, insuflação, produtos químicos, eletrólise, calor ou
decomposição bacteriana e respectiva remoção, sob a forma de escuma.
(Fonte: "Dicionário de Ecologia")
FOIL:
(ou “hidro-foil”) - é a tira de material plástico de alto peso
molecular, fixada em um suporte de aço inoxidável, e montada isolada
ou em grupos, na mesa plana da máquina de papel, sob a tela, tocando-a
ligeiramente, com o objetivo de provocar o desaguamento
da massa que está
sobre a tela. Nas máquinas modernas substitui em todo ou em parte os
rolos desaguadores.
FORMA
REDONDA:
É a parte da máquina de formas onde a folha é formada. É constituída
essencialmente por duas laterais de ferro, entre as quais existe uma
caixa de fundo circular, geralmente de madeira ou material não
corrosivo. Dentro da caixa gira o tambor, cujo eixo está suportado nas
laterais. Este tambor é cilíndrico, construído em estrutura de
material não corrosivo, sendo revestido por uma tela. Nas extremidades
laterais, é vedado pelas laterais da caixa. A massa é distribuída
uniformemente por toda a largura do cilindro, pela parte externa,
em baixa concentração, geralmente de 0,2 a 0,4%. Passando a água da
tela para o interior do tambor, fica
formada uma folha sobre a superfície da tela. Quando o tambor
gira, a folha é recolhida continuamente na parte superior pelo feltro
pegador, , pressionado por um rolo compressor de borracha. Existem dois
tipos de forma : a forma direita e a forma em contra-corrente.
FORMAÇÃO
DO PAPEL:
Também chamada de distribuição do papel, é a característica da
folha, determinada pelo grau de uniformidade de seus componentes sólidos,
em especial do material fibroso. Geralmente é julgada pela aparência
visual da folha quando olhada por transparência. Tem influência na
maioria das características e propriedades do papel.
FORMING
BOARD:
Ou mesa de formação, é o nome que se dá ao suporte construído em aço
inoxidável, recoberto de tiras de material de baixo atrito, tais como
laminados de resina fenólica ou plástico de alto peso molecular,
colocado na mesa plana da máquina de papel, logo após o rolo
cabeceira, para suportar a tela ao receber o impacto do jato de massa
vindo da caixa de entrada.
FREENESS:
Maneira empírica de exprimir o grau de refinação obtido no aparelho
Schopper-Riegler, onde se usa uma escala inversa,, lendo-se em milímetros
o que alta para completar um littro, para exprimir-se o desaguamento e não
a retenção de água pelas fibras. Não é uma prática recomendável,
pois confunde-se o resultado com o de aparelhos de características
inteiramente diferentes , tais como o “Canadian Standard”e o
“Williams”, muito usados na América do Norte, e que medem
efetivamente o grau de desaguamento ou freeness.
FUNIL
DECANTADOR:
É um tipo de recuperador de fibras que consiste essencialmente de um
funil de grandes dimensões, construído em concreto armado revestido ou
não de azulejo. A água de recuperação é alimentada pelo centro na
parte superior, e distribuído uniformemente por meio de chicanas por
toda a circunferência . As fibras e os materiais sólidos extraídos
pelo fundo, e a água limpasai pela periferia.
GARRINCHA:
(ou rolo banana) - ver rolo abridor.
GRAMAGEM:
O mesmo que gramatura, porém menos empregado.
GRAMATURA:
Também chamada por alguns de gramagem, é o peso da folha de papel por
unidade de superfície, expresso em gramas por metro quadrado medido em
amostras de tamanho apropriado, colhidas segundo método específico, em
condições padronizadas de temperatura e umidade, empregando-se balanças
de precisão e sensibilidade adequadas. (Ver norma “Amostragem de
papel e papelão para ensaios”).
GRAU
DE DESAGUAMENTO:
Ver grau de refinação.
GRAU
DE MOAGEM:
Ver grau de refinação .
GRAU
DE REFINAÇÃO:
Também chamado de grau de moagem , grau de desaguamento ou grau de
refino, é a medida de esgotamento de uma folha, ao ser formada em um
aparelho específico em condições determinadas. No Brasil, o aparelho
mais usado é o de Schopper-Riegler,
chamando-se neste caso o grau medido de grau Schopper-Riegler, ou
abreviadamente º SR ( ver também “freeness”).
GRAU
DE REFINO:
Ver grau de refinação.
GRAU
DE SHOPPER RIEGLER:
É o grau de refinação medido no aparelho Shopper-Riegler, no qual o
grau cresce quanto maior for a retenção de água pelas fibras.
HIDRO
FOIL:
Ver “foil “.
IMPREGNAÇÃO:
Vermo usado para descrever o tratamento dado às toras ou cavacos de
madeira ou a outros materiais fibrosos, no qual se faz as fibras
absorverem um produto químico, a quente ou a frio, com auxílio de
pressão ou não, antes do cozimento ou desfibramento. 2) nome que se dá
ao tratamento do papel, de modo que o mesmo absorva um líquido tal como
óleo, um material fundido tal como
asfalto , parafina ou cera ou uma solução aquosa.
JACARÉ:
Tipo desagregador pouco empregado em nossos dias, usado no início do
processo de fabricação de papel, com
finalidade de desagregar a matéria prima fibrosa: celulose, pasta mecânica
ou aparas. Consiste essencialmente de um tubo cilíndrico horizontal ,
dentro do qual gira um rotor semelhante a um parafuso sem fim. Nas
paredes internas do cilindro são fixadas pontas ou pedaços de chapa,
contra os quais o rotor comprime e atrita o material, procedendo ao
desfibramento . Modernamente estão sendo substituídos pelos
desagregadores ou “pulpers”.
JORDAN:
É um tipo de refinador cômico, quase sempre usado após o tanque da máquina
de papel, com a finalidade de dar o acabamento final da refinação .
Geralmente dá-se mais importância neste caso, a ação de corte ,
sendo por isso instalado com baixa rotação e facas estreitas. Serve
também para desmanchar quaisquer aglomerados de fibra que venha com a
massa, tal como refugo mal desfibrado.
KRAFT:
Nome genérico dado a uma série de papéis, fabricados com celulose não
branqueada, geralmente na cor natural, parda característica, e nas suas
variantes castanho, laranja e amarelo, ou ainda azul, monolúcido ou
alisado, preponderantemente em bobinas, de 40 g/m2 para cima. É
comercializado em maior escala pelas fábricas diretamente aos
consumidores, principalmente fabricantes de sacos, mas também para ser
betumado, gomado, impregnado, etc. pouco usado ainda em formatos para
embrulho. Geralmente são designados por palavras que definem seu
acabamento tais como: monolúcido, liso, com listas, ou cor, tal como o
azul, muito empregado para embalagem de açúcar. Outro tipo usado em
larga escala é o Kraft para impregnação com resina fenólica, para
fabricação de laminados, em bobinas, com 160 g/m2. De todos,
entretanto, o que representa maior volume é o KRAFT PARA MULTIFOLHADOS,
descrito à parte (ver Kraft para multifolhados).
LADO
DE ACIONAMENTO:
Lado do acionamento da máquina de papel.
LADO
DE COMANDO:
Ou lado da frente da máquina de papel , é o lado de operação da máquina,
isto é, oposto ao lado do acionamento.
LADO
DA TELA:
Face do papel que está em contato com a tela da máquina durante a
fabricação, isto é , face inferior do papel durante a fabricação.
(Ver norma “Identificação do lado da tela do papel”).
LADO
DO FELTRO:
Face do papel oposta `que está em contato com a tela daq máquina
durante a fabricação, isto é, face superior do papel durante a
fabricação . (Ver norma “Identificação do lado da tela do
papel”).
LINER
- ou capa, é o nome que se
dá à folha de papel usada para forrar a onda no lado de fora, na
fabricação do papelão ondulado. 2) o mesmo que capa (para ondulado).
LINHA
DE CONTATO:
Também chamada de “nip “ é a faixa de contato
entre dois rolos da máquina de papel, entre os quais este passa.
A largura desta faixa deve
ser o mais uniforme possível, para evitar que o papel receba pressões
diferentes em sua largura. A flexão do rolo inferior ocasionada pela
pressão e peso próprio do rolo ou rolos superiores, é compensada pelo
abaulamento . Costuma-se marcar esta linha de contato , colocando-se
entre os rolos uma folha de papel carbono com outra de papel branco, ou
então uma folha fina de alumínio apropriado, aplicando-se a pressão
de trabalho dos rolos. Pela forma da impressão deixada no papel,
verifica-se o abaulamento está correto.
LINHAS
D ‘ÁGUA:
(ou espelho d’água) - é
a marca d’água que se faz no papel , constituída po linhas paralelas
espaçadas de 8 cm no caso do papel nacional e 4 cm no caso de papel
importado, para distinguir os papéis cujas utilizações são passíveis
de benefícios fiscais determinados por lei. Papéis para jornais,
livros, revistas e outras publicações de caráter educacional, gozam
deste privilégio.
LISA
- também chamada de calandra, é o conjunto de rolos superpostos, entre
os quais passa o papel. Sobre os rolos aplica-se pressão. São
colocados imediatamente antes da enroladeira da máquina de papel.
Construídos de ferro fundido coquilhado, possuem alta dureza e são
retificados com elevada precisão. Em alguns casos são ocos por dentro,
podendo-se aplicar conforme se desejar, vapor ou água de resfriamento.
Seu número varia de 2 a8, dependendo da gramatura do papel e do grau de
alisamento que se deseja, sendo o mais comum de 6 a 8. O rolo inferior
é abaulado com precisão , para compensar a deflexão provocada pelo
peso próprio dos rolos e pela pressão aplicada. Normalmente os rolos são
providos de raspas para evitar que o papel se enrole nos rolos. No lado
que entra o papel, devem existir proteções de segurança, para evitar
que os operadores se machuquem ao passar o papel. As lisas modernas são
providas de ventilação, que além de resfriar os rolos, podem ser
dirigida para faixas determinadas, compensando em parte o desgaste
desigual dos rolos que ocasionam irregularidades no papel.
LODO
: Ou limo, é o nome genérico dado às formações de bactérias ou
fungos que aparecem na massa. Podem formar-se por várias razões, e
chegam às vezes a constituir problema sério, de manchas no papel,
ocasionando quebras na máquina contínua. Neste caso geralmente são
combatidos com produtos químicos específicos.
LUMP-BREAKER:
Ver rolo “lump-breaker”.
MÁQUINA
DE SECAR CELULOSE:
É a máquina usada para, partindo de uma suspensão de fibras, secar a
celulose em folha ou rolos quepermitam seu manuseio, transporte e
secagem. Podem ser do tipo máquinas de formas redondas ou máquina
Fourdinier ( Ver III Parte). Em instalações pequenas são usadas ainda
as máquinas chamadas prensa-pasta, ou máquina de papelão. Apresentam
as mesmas características de uma máquina de papel, porém dada a baixa
velocidade e alto peso da folha, são mais rústicas que aquelas. A
secagem pode ser feita em secadores convencionais ou em estufas de
secagem com insuflação de ar quente. Modernamente estão sendo muito
usadas as instalações de "flash-drying" para secar celulose,
descritas a parte.
MASSA
- nome genérico que se dá ao material fibroso em suspensão, durante o
processo de fabricação de celulose e papel.
MIOLO:
É o nome dado ao papel fabricado especificamente para confeccionar a
onda do papelão ondulado. É fabricado com celulose geralmente semi-química
de madeira ou de resíduos agrícolas, tais como bagaço de cana e palha
de arroz, e/ou aparas, acabamento alisado, geralmente em bobinas, de 120
a 150 g/m2. É comercializado diretamente pelas fábricas aos
fabricantes de papelão ondulado.
MONOLUCIDO:
É o acabamento dado ao papel em um cilindro secador monolúcido de uma
máquina de papel, onde ele adquire brilho em uma da faces. A eficiência
da operação depende principalmente do teor de umidade do papel na
entrada e na saída do secador monolúcido, e da natureza e estado da
superfície deste secador.
MULLEN:
Ver estouro.
NÚMERO
KAPPA:
É o número de permanganato medido em condições controladas e
corrigido para ser o equivalente a 50% do consumo da solução de
permanganato em contato com a amostra testada. Indica o grau de
deslignificação da celulose em uma escala mais ampla que o número de
permanganato.
OFFSET:
Processo de impressão litográfico onde as imagens a serem reproduzidas
são transferidas para a chapa por processos fotográficos. Na prensa
offset, primeiro a chapa é umidificada nas partes não sensibilizadas,
e logo em seguida a tinta é transferida para as partes sensibilizadas.
Daí as imagens são transferidas para um lençol de borracha denominado
“cauchou “e finalmente para o papel.
Este deve ser relativamente resistente, ter bastante estabilidade
dimensional, ser bem colocado, desprender pouca poeira . Geralmente os
papéis para “offset”são colocados superficialmente. 2) fabricado
com celulose branqueada, bem colado, carga mineral entre 10 a 15% de
cinzas, normalmente com colagem superficial a base de amido, usado
principalmente para serviços de impressão pelo processo offset, para
revistas, livros, folhetos, cartazes, selos, etc. É comercializado em
maior escala em formatos, diretamente às gráficas de maior porte e
editores, neste último caso com linhas d’água, e em menor escala
através da revenda, nos formatos 87 x 114, 66 x 96 e 76 x 112 cm.,
geralmente de 60 a 150 g/m2. Alguns fabricantes fazem um produto mais
qualificado, geralmente mais branco, dando um nome comercial específico.
OPACIDADE:
É a propriedade do papel em obstruir a passagem da luz , não deixando
transparecer objetos ou imagens de um lado para outro. Geralmente é
medida por comparação.
PAPEL:
Nome genérico dado a uma folha, formada, seca e acabada em uma máquina
de papel, partindo-se de uma suspensão de fibras vegetais constituídas
essencialmente de celulose polimerizada, fibras estas que foram
desagregadas refinadas e
depuradas, e tiveram ou não adição de outros ingredientes para dar ao
produto final características de utilização.
PAPELÃO:
Nome genérico dado a papéis mais rústicos, geralmente de acabamento
pobre, feito preponderantemente com matérias-primas inferior, e
normalmente em várias camadas de elevado peso e espessura.
PASTA
MECÂNICA
: Também chamada em menor escala por alguns, de pasta de madeira, é o
material obtido da madeira, por processos puramente mecânicos, em máquinas
chamadas moinhos de pasta, onde a madeira cortada em toras de tamanho
adequado, descascada e limpa, é pressionada de encontro a uma pedra
rotativa, geralmente de natureza sintética. Modernamente estão sendo
usados para a fabricação de pasta mecânica partindo de madeiras
duras, os refinadores ou moinhos de discos. Neste caso a madeira é
primeiro cortada em cavacos. Geralmente, a pasta depois de sair do
moinho passa em um depurador plano, onde são removidas as lascas e pedaços
de madeira. As instalações mais evoluídas possuem ainda depuradores
rotativos que funcionando a baixa concentração, removem os palitos, e
separadores centrífugos para remoção de areia. A pasta é por vezes
também branqueada, o que geralmente é feito em instalações
convencionais com peróxido de hidrogênio ou hidrosulfeto de zinco ou sódio.
A qualidade final da pasta depende da madeira em sí, do tipo de pedra
ou disco, e do modo como a moagem é efetuada. As características
principais da pasta são a uniformidade, côr, limpeza, grau de
desaguamento, e a resistência das fibras. ( ver pasta mecânica cozida,
pasta mecânica-química e pasta soda a frio).
PENEIRA
DE CAVACOS:
É uma peneira horizontal, de malha apropriada, usada para classificar
os cavacos de acordo com seu tamanho e separar lascas e pedaços de
madeira. São usadas em um ou dois estágios.
PENEIRA
DE NÓS:
O mesmo que depurador de nós.
POCKET
VENTILATOR:
Aparato para controlar a injeção de ar na área existente entre
cilindros secadores adjacentes com o objetivo de eliminar o ar sobre
saturado de umidade que flutua no local.
POROSIDADE:
É a propriedade do papel em deixa-se atravessar pelo ar, proveniente da
diferença de pressão existente entre suas faces isoladas uma da outra.
É medida pelo tempo que um certo volume de ar atravessa uma superfície
determinada do papel, em condições específicas de diferença de pressão.
Depende principalmente do grau de refinação da massa, densidade e
distribuição da folha . (Ver norma “Porosidade de papel e papelão
“).
RASGO:
Rasgamento ou Elmendorf, é a resistência física determinada no
aparelho do mesmo nome, e definida como sendo a força média necessária
para continuar o rompimento de uma tira de papel, de dimensão específicas,
por uma distância determinada. (Ver norma “Resistência ao rasgo do
papel”).
REFILOS:
Tiras cortadas das beiradas dos rolos de papel bruto nas rebobinadeiras
e cortadeiras, ou das folhas de papel nas guilhotinas, para ter o
formato pronto desejado no papel acabado.
REFINAÇÃO:
Tratamento mecânico dado às fibras com a finalidade de prepará-las
para dar um papel com boa formação e resistência mecânica adequada.
Este processo é feito em máquinas denominadas holandezas, e ,
modernamente, no refinadores. Para melhor compreensão e ajuste da ação
de refinação sobre as fibras, estuda-se esta dividida em três ações
distintas: fibrilação, hidratação e corte, descritas a parte.
REFINADOR:
Máquina contínua de refinação , composta essencialmente de um rotor
e um estator, revestidos de lâminas ou facas de aço não corrosivo de
elevada dureza. Algumas vezes emprega-se pedra lava-basalto em vez de
facas. Por meio de um dispositivo manual ou hidráulico, aplica-se pressão
do rotor contra o estator, ou vice-versa. Nos tipos modernos, de alta
rotação, os refinadores são sempre alimentados por bomba. Podem ser
montados em série, quando a massa passa sucessivamente por cada
refinador, ou em paralelo, quando a massa é dividida, um parte para
cada refinador. O circuito de refinação pode ser em “batch”ou
intermitente, quando a massa é forçada pela bomba através dos
refinadores e volta para o mesmo tanque. Quando atinge o grau de refinação
desejado, é passada para tanque de massa pronta. Ou pode ser um
circuito contínuo, quando a massa é bombeada através dos refinadores
diretamente para o tanque de massa pronta. Neste segundo caso, pode
haver recirculação ou retorno da parte da massa para a sucção da
bomba. Hoje em dia, os tipos mais usados de refinadores são o cônico,
o de discos, e o refinador de refugo, descritos a parte.
REFUGO:
Papel separado ou rejeitado em qualquer fase do processo de fabricação
. É desmanchado novamente em um desagregador voltando a ser misturado
com a massa nova.
RÉGUA:
É o lábio superior da saída da caixa de entrada da máquina de papel,
onde estão localizados os parafusos que permitem a regulagem,
normalmente cada 10 cm., da espessura e peso da folha de papel. Nas máquinas
de baixa velocidade, são utilizadas as réguas bi-partidas no centro,
em número de duas ou três, permitindo regulagem apenas no centro e nas
extremidades.
REGULADOR
DE CONSISTÊNCIA:
Instrumento de vários tipos, empregado no processo de fabricação de
papel e celulose para manter a consistência ou concentração da massa
uniforme.
RESISTÊNCIAS
FÍSICA: É
o conjunto de ensaios físico-mecânicos realizados normalmente no papel
ou celulose, para exprimir em conjunto suas características físicas.
(Ver norma “Condicionamento de papel e papelão para ensaios”).
RETENÇÃO:
Termo usado para definir a percentagem de carga mineral ou outro
material sólido não fibroso retido no papel final, em relação ao que
foi adicionado à massa. A maior ou menor retenção depende de muitos
fatores, principalmente do sistema de recuperação empregado.
REVESTIMENTO
DO PAPEL:
É o nome mais usado dentro da indústria de papel e na literatura
internacional, para designar a
operação tecnicamente chamada de revestimento do papel com pigmentos,
que consiste em cobrir o papel de um ou dois lados com uma camada de
adesivo, pigmento, e outros ingredientes secundários, denominada tinta
de revestimento. Em nosso país, usam-se também os termos cobertura do
papel, pintura do papel ou mesmo as formas estrangeiras “coating” e
“couché”. A operação de revestimento pode ser feita na máquina
de papel, ou em uma instalação complementar em separado. Depois de
revestido o papel passa normalmente pelas fases de acabamento,
notadamente super-calandragem.
REVESTIMENTO
FORA DA MÁQUINA:
É o nome que se dá a operação
de revestimento do papel quando esta é feita em uma instalação
complementar em separação. Em nosso país existem instalações
pequenas, que aplicam o revestimento apenas de um
lado. Para revestimento dos dois lados, é preciso passar o papel
duas vezes pela máquina. Existem muitos processos empregados, desde os
aplicadores de escovas, que foram as iniciadoras dos processos de
revestimento, e ainda hoje são usadas para especialidades, até os
modernos “air-knife coaters” e “blade coaters”. Normalmente,
depois de revestido o papel é super-calandrado, para adquirir brilho e
uniformidade na superfície.
REVESTIMENTO
NA MÁQUINA:
É o nome que se dá à operação de revestimento do papel, quando esta
é feita na própria máquina de papel. Em papel propriamente dito, é
muito pouco usado em nosso país, sendo geralmente feito na própria
prensa de colagem. Já em cartão, principalmente duplex, existem
algumas instalações operando com a prensa de colagem, ou com instalações
do tipo conhecido comercialmente como “metering rod” ou “metering
bar”, literalmente barra medida. Geralmente em nosso país o cartão
é comercializado como sai da máquina, isto é, sem operações
complementares de acabamento.
ROLO
ABRIDOR:
Chamado vulgarmente de rolo “garrincha, é o rolo de construção
especial, revestido com uma camisa de borracha, permitindo variar sua
curvatura. É usado em vários pontos da máquina de papel, tais como,
entrada dos secadores, saída da prensa de colagem, entrada da
enroladeira, etc., com o objetivo de abrir o papel, impedindo a formação
de fichas ou pregas.
ROLO
BAILARINO:
É o rolo construído de estrutura leve, anti-corrosiva, revestido com
uma tela fina, colocado suavemente sobre a tela da mesa plana da máquina
de papel, entre as caixas de sucção, com o objetivo de melhorar a
distribuição do papel, gravar uma marca d’água ou um acabamento,
como vergê por exemplo. Nas máquinas de baixa velocidade, o rolo
apresenta um eixo passante sobre o qual é fixada sua estrutura, sendo
acionado pela própria tela montados nas periferia de suas extremidades,
permitindo a introdução de chuveiros de vapor ou de água, que mantêm
a tela limpa, e geralmente são acionados por motor independente,
sincronizado com a máquina.
ROLO
CABECEIRA:
É o primeiro rolo da mesa plana da máquina de papel. Geralmente é
revestido ou construído de material não corrosivo, tal como ebonite,
bronze centrifugado, fibra de vidro, etc. Nas máquinas antigas,
normalmente é retirado para permitir a colocação da tela. Nas máquinas
de mesa plana tipo cantilever, apenas é abaixado em um movimento
circular, para diminuir o comprimento da mesa plana e permitir a entrada
da tela.
ROLO
DISTRIBUIDOR:
São rolos instalados dentro da
caixa de entrada da máquina de papel, são construídos de um tubo de
material não corrosivo, perfurado em toda sua
superfície , acionado em baixa rotação, geralmente variável,
colocado em determinada seção da caixa de entrada, de modo que a massa
é forçada a atravessá-lo lateralmente, impedindo a floculação da
mesma.
ROLO
“LUMP BREAKER”:
Chamado vulgarmente de “lambreta”, é o rolo revestido de borracha
macia, colocado sobre o rolo de sucção da tela da máquina de papel,
com o objetivo de prensar os
eventuais aglomerados de fibra que aparecem na folha contínua, evitando
quebras posteriores do papel.
ROLO
MANCHÃO:
É o rolo superior da prensa manchão quase sempre revestido de ebonite
. Trabalha recoberto por um feltro manchão.
ROLO
DE SUCÇÃO:
É um rolo construído com o corpo perfurado de maneira adequada, com a
finalidade específica de permitir aplicação de vácuo em seu
interior. Geralmente é construído em
bronze centrifugado e possui internamente em toda sua extensão
uma caixa ajustável, vedada com pressão nas duas extremidades. Nesta
caixa aplica-se o vácuo. Possuem um dispositivo cantilever, que permite
a suspensão da extremidade
do
lado da frente da máquina possibilitando a entrada da tela ou feltro.
É aplicado em vários lugares da parte úmida da máquina, tais como na
tela, prensa de sucção, prensa lava-feltro de sucção, “pick-up”e
rolo de sucção do feltro.
ROLO
DE SUCÇÃO DO FELTRO:
É o rolo de sucção aplicado nas prensas úmidas da máquina de papel,
quando a folha úmida faz uma inversão brusca, de modo que esta fica
aderida ao feltro. Em alguns casos são também utilizados para retirar
a folha de um feltro para outro, ou simplesmente para aderir a folha
contra o feltro na entrada das prensas.
ROLO
DE SUCÇÃO DA PRENSA:
É o rolo de sucção aplicado na primeira e segunda prensa da máquina
de papel. Geralmente é construído em bronze centrifugado e revestido
de borracha.
ROLO
DE SUCÇÃO DA TELA:
É o rolo de sucção geralmente aplicado na última posição da mesa
plana da máquina de papel. Em alguns casos, como quando se usa um
sistema pegador, existe ainda um rolo de retorno da tela após o rolo de
sucção, mas logo depois deste a folha úmida desprende-se da tela e
passa para o feltro da primeira prensa. Normalmente, seu corpo é
construído com uma camisa de bronze centrifugado, sem revestimento.
SECADORES
A AR:
Equipamento utilizado para a secagem da folha de papel, celulose e
outros produtos em folha por meio da aplicação de ar quente de alta
velocidade.
SECADOR
MAQUINA DE PAPEL:
Ver cilindro secador.
SEGUNDA
PRENSA:
Nome dado a prensa que vem imediatamente após a primeira prensa da máquina
de papel. Como esta, pode ser plana ou reversa. Em alguns casos são
usadas prensas invertidas quando o feltro fica do lado do rolo superior,
este geralmente de sucção. Os rolos são normalmente um revestido de
borracha, e o outro de material mais duro, tal como, granito, bronze
centrifugado, estonite ou micro-rock.
SEPARADORES
CENTRÍFUGOS:
utilizado para separar areia e impurezas pesadas na depuração da
celulose.
SEPARADOR
DE MASSA GROSSA:
É um tipo de separador centrífugo, instalado na preparação da massa,
geralmente quando se utilizam aparas, com o objetivo de retirar da massa
impurezas pesadas tais como areia grossa ou mesmo partículas metálicas,
na consistência da massa durante o processo de desagregação e refinação.
SISTEMA
DE LUBRIFICAÇÃO:
É o conjunto de tubulações, tanques, bombas, filtros e instrumentos
que permitem a lubrificação central controlada dos mancais de
rolamentos dos secadores, lisa, e às vezes engrenagens dos secadores,
quando fechadas, da máquina de papel.
SISTEMA
DE RECUPERAÇÃO:
É o conjunto de operações usadas em uma fábrica de celulose para a
recuperação dos produtos químicos empregados no cozimento. O sistema
de recuperação norma, é largamente empregado no processo alcalino,
isto é, soda e sulfato.Ultimamente, forma desenvolvidas técnicas para
recuperar também os produtos químicos do processo sulfito. Neste caso,
substitui-se no licor de cozimento o cálcio por sódio, amôneo ou magnésio.
Como em nosso país o único processo onde a recuperação é usada, é
o processo sulfato, para simplificar adoraremos a descrição das
diversas operações de recuperação, apenas para este processo. Assim,
começa o ciclo de recuperação na lavagem, onde a lixívia negra do
cozimento é extraída, indo para a evaporação, a fim de ser
concentrada de modo a ser possível sua queima na caldeira de recuperação.
A lixívia verde extraída da fornalha da caldeira, é clarificada e vai
para a caustificação, formando-se então, a lixívia branca, que
depois de clarificada é armazenada para ser novamente usada no
cozimento. As perdas, no caso do processo sulfato, são recompostas pela
adição de sulfato de sódio à lixívia negra concentrada antes da
queima na caldeira. Lá o sulfato é reduzido pelo carbono, formando o
sulfato de sódio e gás carbônico ( Ver lavagem, evaporação,
caldeira de recuperação, caustificação).
SIZE
PRESS:
O mesmo que prensa de colagem.
SLAKER:
Apagador
contínuo da cal, onde também é adicionada a lixívia verde para ser
caustificada. (ver sistema de caustificação).
SMOOTHING-PRESS:
O mesmo que prensa alisadora.
SUPER-CALANDRA:
Máquina de acabamento que consiste de uma série de rolos superpostos,
sobre os quais se aplica pressão. Como funciona de maneira
independente, possue uma desenroladeira. O número de rolos varia de 8 a
14, conforme o tipo de papel usado e o acabamento que se deseja. São
intercalados rolos duros de ferro fundido coquilhado e rolos macios de
papel ou algodão com amianto impregnados. Geralmente os rolos de ferro
são ocos, permitindo a aplicação de vapor. É utilizada para dar
brilho às duas faces do papel ou cartão.
SUPER-CALANDRADO:
Também chamado às vezes de acetinado, é o acabamento que se dá ao
papel, passando-o por uma supercalandra, onde ele adquire brilho nas
duas faces e maior transparência. Para
uma boa operação de calandragem, o teor de umidade do papel deve estar
correto, e o teor de cinzas deve ser bem elevado, geralmente na ordem de
20 a 30%.
TANQUE
DE DESCARGA:
Ou "blow tank", é o tanque usado para receber, sob pressão ,
a descarga dos cozinhadores. Consta essencialmente de um corpo cilíndrico,
de fundo cônico construído em chapa de aço, com um agitador vertical
no fundo e saído de vapor e gases na parte superior. Na parte cilíndrica
inferior é injetada água de diluição para permitir a extração da
massa por meio de bomba. No processo sulfito, são muito usados os
"blow pits", que são tanques com o fundo perfurado,
geralmente de madeira, onde depois da carga é feita a lavagem por difusão.
TANQUE
FLASH:
Tanque de pressão utilizado para a re- evaporação do condensado
provindo dos sistemas de secagem; é parte de um sistema de recuperação
de energia em máquinas de papel.
TECIDO
DA TELA:
Os principais tipos de tecido empregados nas telas usadas nas máquinas
de papel, são o tecido simples, o “long-crimp” e o “tripple warp”,
descritos a parte.
TECIDO
“LONG-CRIMP”:
É o tecido da tela metálica onde um fio urdume passa alternativamente
por cima de um e por baixo de dois fios da trama. É o tecido mais usado
para as telas da máquina de papel.
TECIDO
SIMPLES:
É o tecido da tela metálica onde um fio urdume passa alternativamente
por baixo e por cima dos fios da trama. É pouco usado na prática para
as telas da máquina de papel.
TECIDO
“TRIPLLE-WHARP”:
É o tecido da tela metálica do tipo simples, onde os fios simples
foram substituídos por três fios de menor diâmetro. É usado nas
malhas finas, das telas da máquina de papel, para fabricação de papéis
de baixa gramatura.
TELA:
Acessório da máquina de papel, de duração limitada, tecido sem fim,
fabricados com fios de uma liga especial de bronze fosforoso ou
modernamente em alguns casos plásticos, empregado na mesa plana e nos
tambores das formas redondas das máquina de papel, para permitir a
formação e drenagem da folha. Suas características mais importantes são
a malha e o tecido, além das propriedades do fio em si.
TEOR
DE CINZAS:
Ver cinzas.
TERMOCOMPRESSOR:
Aparelho termodinâmico utilizado para gerar vácuo e como elemento de
compressão de vapor, amplamente utilizado para a recuperação de
energia em sistema de secagem.
TINTA
DE REVESTIMENTO:
É a mistura de adesivo, pigmento e outros ingredientes secundários,
feita especialmente para revestir o papel.
TÚNEL
DE SECAGEM:
É o túnel da máquina de aplicar revestimento
no papel, construído ou revestido de material isolante, onde é
insuflado ar quente sobre o papel a fim de secar o revestimento.
UMIDADE
DA CELULOSE:
É a diferença entre o peso da amostra considerada e o peso da mesma
amostra seca em estufa até peso constante, em condições específicas,
segundo método de amostragem e precisão determinados. Comercialmente
ela é usada para calcular o peso seco ao ar e o peso seco absoluto (
vide peso seco ao ar ).
UNIÃO
ROTATIVA:
É o nome da peça provida de um sistema de vedação adequado, colocada
no eixo perfurado no centro de um dos lados dos cilindros secadores, que
permite durante a rotação dos mesmos, a entrada do vapor e saída do
condensado.
VACUM-FOIL:
É o conjunto de “foils”, montado em uma caixa fechada onde se
aplica vácuo.
VESTIMENTAS
DA MÁQUINA DE PAPEL:
É o nome dado ao conjunto de feltros e tela empregados em uma máquina
de papel.
VISCOSIDADE:
É a propriedade da celulose expressa pela medida da viscosidade de uma
solução da mesma em um solvente adequado em condições específicas.
A viscosidade está diretamente ligada ao grau de polimerização das
moléculas de celulose, portanto, à resistência física das fibras
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